quinta-feira, 9 de maio de 2013


Empresa americana lança carro voador

TF-X é o segundo protótipo da Terrafugia; mais compacto, ganhou motorização híbrida plug-in e hélices retráteis

Karina Simões | 9/5/2013 11:15
Foto: DivulgaçãoVeja mais fotos
O TF-X é o segundo conceito de carro voador da marca Terrafugia
Pensando em desenvolver alternativas para desafogar os congestionamentos das grandes cidades, a Terrafugia, empresa de Massachusetts (EUA) continua evoluindo em seus projetos de carros voadores. A marca acaba de apresentar seu segundo conceito, o TF-X, uma evolução do protótipo Transition, lançado há um ano pela empresa.
O novo protótipo ganhou visual mais semelhante a um automóvel e também ficou mais compacto que seu “irmão” mais velho, ou seja, você não precisa ter uma enorme garagem para guardá-lo. Mesmo assim, a marca garante que quatro ocupantes podem viajar confortavelmente no TF-X.
Divulgação
O protótipo é capaz de manter-se nas alturas por uma distância de 805 km
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O interessante é que o modelo pode decolar verticalmente, sem necessidade de uma pista. Após levantar voo, as duas hélices dobram-se para trás e são desativadas, enquanto um motor híbrido plug-in, localizado atrás da cabine de pilotagem, oferece a propulsão necessária para atingir os 322 km/h, que é sua velocidade máxima. A autonomia divulgada é de pelo menos 500 milhas, cerca de 805 km.
O projeto do TF-X é um tanto ousado, mas a Terrafugia garante que operar este protótipo é mais seguro do que dirigir um automóvel moderno. Neste quesito, a marca equipou o modelo com um sistema de sensores, que calcula se haverá combustível suficiente para percorrer a distância até o ponto de chegada, prevê o melhor lugar para desembarque e o espaço aéreo restrito.
Caso o “piloto-motorista” ache que seu carro voador não conseguirá realizar o pouso automático, há um paraquedas de backup, que pode ser acionado para auxiliar o pouso emergencial. O melhor é que, de acordo com a companhia, qualquer um pode conduzir o TF-X, bastam apenas cinco horas de curso.
Transition versus TF-X
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O novo modelo TF-X (à direita) é bem mais compacto e vantajoso que seu antecessor, o Transition, que precisa de uma pista para decolar e pousar
Estima-se que o carro voador chegue ao mercado por cerca de US$ 150 mil, o que equivale a R$ 301 mil (sem contar os impostos), no entanto, o fabricante definirá o valor próximo ao seu lançamento, que, segundo ele, não está tão longe assim de acontecer.
Conheça o funcionamento do TF-X: 

terça-feira, 7 de maio de 2013


São Paulo vai adotar a “bolsa crack” para dependentes químicos

Programa está em fase de finalização no governo paulista e prevê auxílio de R$ 1.000 mensais a famílias de viciados

ALBERTO BOMBIG

O governador de São PauloGeraldo Alckmin (PSDB), está prestes a concluir um novo pacote de medidas para combater a violência e o avanço das drogas no Estado. Entre as principais medidas estará a transferência direta de dinheiro para famílias de dependentes de crack e o incremento de 6.500 policiais no patrulhamento das ruas.
A ação de combate às drogas será semelhante à adotada pelo governo tucano de Minas Gerais, o Cartão Aliança pela Vida. A iniciativa está sendo chamada dentro do próprio governo paulista de “bolsa crack” ou “cartão crack” porque a transferência de renda deverá ser feita por meio de um cartão similar aos utilizados no sistema bancário. O cartão tornará disponível a quantia de R$ 1.000 mensais para as famílias dos dependentes (em Minas o valor é de R$ 900). No total, até 10 mil famílias poderão ser beneficiadas em São Paulo.
Usuários de crack são recolhidos, voluntariamente, nas ruas de São Paulo por uma organização que tem convênio com o Governo do Estado (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Os detalhes finais do programa estão sendo preparados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, comandada por Rodrigo Garcia. Como contrapartida, o dinheiro terá de ser utilizado pelas famílias em ações que envolvam e complementem o tratamento dos dependentes. 
Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada na semana passada mostrou que 45% dos paulistanos apontam o envolvimento de jovens da família com tóxicos como seu maior medo, seguido do temor da violência urbana. No começo deste ano, o governo paulista deu início à internação compulsória dos viciados em crack, que também foi respaldada pela população conforme outra pesquisa. O “cartão crack” será, segundo o Palácio dos Bandeirantes, uma medida complementar ao programa de internação. Ambos devem fazer parte do “atendimento diferenciado aos dependentes químicos”, uma das bandeiras do governador.
No final do ano passado, a prefeitura do Rio de Janeiro também anunciou o lançamento da ajuda financeira a dependentes, mas a iniciativa até agora não foi colocada em prática. 
Policiamento
No âmbito do combate à violência, o pacote, também a ser anunciado nos próximos dias, vai colocar nas ruas cerca de 6.500 policiais a mais – 5.000 da Polícia Militar e 1.500 da Polícia Civil. O modelo a ser utilizado para o aumento do efetivo no patrulhamento será o da Operação Delegada, que já existe e prevê parcerias do Estado com as prefeituras e ficou conhecido como “bico legalizado” porque permite aos PMs desempenharem funções de atribuição do município nos dias de folgas.
A ideia em curso no Palácio dos Bandeirantes é criar uma Operação Delegada em que o próprio Estado pague para os policiais trabalharem em suas horas de folga sem precisar da parceria com as prefeituras.